Sábado, 30 de Agosto de 2008

Uma história com àgua no bico.

Pintainho, andava triste. Não por sua galinha mãe há tanto tempo desaparecida, a isso já estava habituado, afinal ela era uma galinha mãe e não uma mãe galinha. Desde que tinha saído de seu ovo, muito pouco tempo esteve com ela, além disso a sua galinha mãe, tinha por hábito desaparecer durante muito tempo sem nada dizer, nem um grão de milho ela sequer lhe enviava e quando, sabe-se lá de onde reaparecia, chegava com muitas prendas, mas tinha esquecido a idade da sua cria, a escola onde andava e muitas outras coisas. Pintainho apenas a ouvia dizer que estava muito diferente, muito grande a cada seu reaparecimento. Mas isso já não o deixava triste, afinal Pintainho, nos seus poucos anos de vida, tinha a sua avó galinha, a sua tia galinha e o seu pai galo, que esses sim, nunca se ausentavam sem ele.

Pintainho andava muito preocupado com a saúde de sua avó galinha e sabia todos os pormenores da sua doença , mas a tristeza que agora trazia no seu pequenino coração era, o seu pai galo de quem tanto gostava.

O pai galo tinha uma amiga, a coruja, com quem o Pintainho falava muitas vezes e de muitas coisas, mas apenas quando estavam os dois sozinhos. A coruja quando olhava bem dentro dos seus olhitos, fazia-o falar, e ele falava e gostava de o fazer. Embora a coruja, e por ser amiga, muitas vezes se zangava com o Pintainho, e ele sabia bem disso, até porque quando isso acontecia, não era por muito tempo, pois lá vinha ele tentar "fazer as pazes" e sempre as fez. E foi numa ocasião dessas, em que a amiga coruja estava até bem zangada com ele, que o Pintainho deixou cair suas lágrimas e suas preocupações. Após falar sobre o facto da amiga coruja se ter zangado com ele, foi a vez dele falar. E falou entre umas lagrimazinhas, que agora não gostava muito de ir brincar para aquele sítio, ao lado da casa da avó galinha, onde outros pintainhos brincavam, porque havia uns pintainhos já maiores que lhe andavam a tentar "roubar" o skate que o pai galo lhe tinha dado, coisa que ele tanto gostava. A coruja ouviu, secou-lhe as lágrimas com muitas outras perguntas, ás quais o Pintainho ia respondendo com agrado e cada vez mais calmo. Até que, com olhos postos no nada disse: Eu gostava que o meu pai galo, falasse comigo assim como tu estás a falar agora.

A coruja instalou melhor as patas no ramo da sua arvore, pensou e disse-lhe: E porque não vais dizer isso a ele?. Pintainho ficou calado por um bocadinho e disse: Porque não é fácil, ora! Então a coruja voltou a perguntar: Mas que conversam vocês, afinal?. Ao qual ele respondeu: O meu pai galo, passa muito tempo a escrever e a estudar e pergunta-me o que eu quero comer, se quero ir lá fora, se não quero ver televisão ou um vídeo e pouco mais, mas nunca me pergunta nada do que me perguntas-te á pouco.

A coruja ficou pensativa, tinha que tentar arranjar uma solução e uns instantes após, disse-lhe: E se quando ele chegar, tu não lhe perguntas, porque ele fala tão pouco contigo? Ou então escreves uma carta a dizer o que sentes!. Pintainho ponderou e disse: É melhor falar que escrever, assim sei logo a resposta. Vou fazer isso!!!. disse cheio de entusiasmo. Então a coruja perguntou-lhe: Queres que esteja por perto, ou não? O Pintainho respondeu, pensativo mas prontamente: Não, é melhor ser eu sozinho. Cheio de coragem dentro do seu peitito, Pintainho esperava ansioso a chegada do pai galo. E ele chegou.

Pintainho deu um jeito nas suas penas e quando o pai galo estava no quintal a fazer umas coisitas, foi-se chegando a ele, mas, o pai galo não estava muito bem disposto e disse de rompante: Tiveste muito tempo para vir para aqui, agora que eu estou cá a fazer isto é que vens?. Pintainho saiu a correr para dentro de casa e com a coragem destroçada disse á coruja que contrariamente não se tinha afastado muito: Ouviste, não ouviste?. A coruja tinha ouvido sim, mas disse-lhe apenas: Não desistas, vai em frente, espera que o pai galo venha para dentro, está bem?. Ao qual ele respondeu com um aceno de cabeça triste, mas afirmativo. E ficou a aguardar a ocasião.

Pai galo, era muito culto, andava sempre atarefado em absorver conhecimento, trabalhador, muito honesto, mas pouco falador.

A ocasião surgiu para o Pintainho e então lá ganhou grande coragem para a pergunta que tanto queria fazer, ansioso pela resposta. Quando o pai galo já estava dentro de casa, sentado na sua cadeira, Pintainho acercou-se dele e lá perguntou: Oh pai, porque tu falas tão pouco comigo?. Ao qual sem muitos rodeios o pai galo diz: Porque eu trabalho muito lá fora e em casa tenho muito que fazer. Pintainho saiu devagar da sala, resignado, era mesmo assim e simplesmente pelo menos nesse momento, desistiu, perdeu a coragem e a força. Mas o pai galo, era e continuava a ser o pai que ele tanto amava. Só ainda não conseguiu retirar do seu coração, aquilo que tanto o está a entristecer, seu pai galo falar tão pouco com ele, sobre os problemas que na realidade ele tem. Mas a coruja está convicta que um dia... quem sabe, o pai galo acorde e veja que os pintainhos também têm problemas e que precisam de um pai galo para os orientar, porque a amiga coruja, só por si, não basta.

 

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Terça-feira, 26 de Agosto de 2008

Quadros a óleo, de mãe e filha!

Tenho o privilégio de ser amiga, á uns anitos, destas duas meninas, mãe e filha. A mamazita apenas tem 44 anitos e sua descendente tinha 14 anitos até ontem.

 

Elas pintam assim:

 

Primeiro a Bárbara Gonçalves, a minha amiguinha mais nova, depois a minha amiguinha mais velha Florbela Gonçalves.

 

 

 

 

 

Um beijão grande para as duas.

 

Um muito especial, para a minha Bábá!!! Uma prenda de aniversário.

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Sábado, 23 de Agosto de 2008

O meu outro "gajo".

Conheci o "gajo" abaixo através da internet.

Quando marcamos encontro, o tipo quase me ignorou, mas enfim, mesmo assim, após uma conversa, entre miaus e fffffffffffffffffssssss, lá lhe dei boleia até nossa casa, onde ainda hoje se mantém e pelos vistos não tenciona sair.

Pensei eu, na altura que tinha conhecido um "gajo" gato, mas nem por isso, é mais tipo "gajo" cão, isto porque onde quer que eu esteja, mesmo naquele sítio mais privado, lá está ele, sentado a fixar o seu olhar no meu, muito agradável sem duvida, mas, por muito que o mande dar uma volta o "gajo" não arreda pé.

Se adormeço de costa, ele dorme em cima delas, se de barriga para o ar, o resultado é o mesmo, só que ao contrário. Mas se adormeço de lado, sempre acordo com seu focinho, colado ao meu, rsrsrs.

Ciumento até dizer chega, quer a minha atenção apenas dedicada a si. Então se tenho que andar com mais speed pela casa, ao passar por ele, lá vai uma patada. Se por acaso ele deseja colo e se por acaso não estou para aí virada, tenho direito a uma ferradela, que entre os tais miaus e ffffssss que ainda hoje mantemos, ele diz ser uma dentadinha de amor. Se eu levanto a mão, ele levanta a pata, democracia, igualdade de direitos, só não sei onde o "gajo" aprendeu isso.

Quando zangado comigo, simplesmente me vira o rabo, mas sem arredar do espaço onde me encontro, só para chatear.

Mas em contrapartida, é um "gajo" muito sociável, ás vezes, com todos que frequentam o nosso espaço.

Aqui apresento o outro meu "gajo" e já agora cada um que tire as ilações que pretender.

 

 

 

Eis sua excelência:

 

 

 

 

publicado por Sempre seriamente na boa às 22:49
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Quinta-feira, 21 de Agosto de 2008

Cabo Verde...

Cabo Verde, numa ilha de um país Africano, o mais parecido com um deserto do Saara, Sal.

Á precisamente dois meses, eu e o meu companheiro, estivemos na ilha do Sal.

Mas o meu "gajo " é maluco, porque dois meses antes ele perguntou: Vamos uma semana á... (xiiii... opsss... esqueci-me do nome do país, mas sei que fica na Europa), os voos estão até bem em conta, além disso eu até já nem viajo á tanto tempo!. Arrebitei as orelhas, franzi o sobrolho, olhei-o de lado e disse: Voo? Avião? Tás maluco? A viagem mais longa que fiz de avião foi, Lisboa, Porto e jurei que nunca mais, tá bem? Não podemos ir de carro? Levei logo nas canelas com, lições de pilotagem, acontecimentos, viagens feitas por ele e por outros, mas enfim, não me convenceu, mas lá me rendi e disse: Sim!

Passado meia dúzia de dias outra pergunta: Vamos a Cabo Verde? Aí eu pensei, este gajo tá maluco, até agora ficávamos pela Europa, agora já vamos para África? Olhei-o nos olhos, ri-me e disse: Jamaica!!!. Por isto e por aquilo Jamaica ainda não é o melhor sitio para ir de momento. Tá bem, seja lá o Cabo Verde! Não muito convencida da ida, mas tá bem. Olha que eu vou tratar de tudo, ok? Ok para ti também e passado dias, lá andava ele comigo atrás, para tratar dos passaportes. Verdade seja dita, foi a única coisa que fiz. Não muito convencida da viagem aérea, entre essas datas, ele disse-me: Nunca vi ninguém tão entusiasmada por ir de férias para fora do país!!! Verdade, verdadinha, nem eu. Assim sendo já que tinha que ir e tinha, comecei a mentalizar-me para a viagem e a mala prontíssima dois dias antes. Viajamos de comboio até Lisboa e depois aeroporto. Bolas lá estava eu sem poder voltar atrás, tinha que andar era para a frente, para as escadas do avião.

 

 

Depois disto...

Só posso acrescentar que quem vai a África deixa lá ficar um pouco do seu coração.

Eu deixei um pouquinho do meu.

 

Obrigada Jorge!

 

Simplesmente, porque eu... Adorei!!!

 

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Terça-feira, 19 de Agosto de 2008

As aventuras e desventuras dos sete irmãos.

Eram sete irmãos, penso que ainda hoje o são, mas não sei bem.

Nove meses a um ano e meio, é a diferença de idades entre eles.

Viviam todos juntos numa pequena, bem pequena casa.

Conheci o mais velho e o mais novo. Um se chamava Adérito e o outro Adão, sei também que todos os nomes começam por A, eles não sabem porquê, mas pensam que deriva das palavras "amanhecer" ou "anoitecer", que era quando os pais se encontravam.

Numa daquelas conversa de café, aquando conheci os dois, na altura, senhores adultos, contaram algumas das suas peripécias, que ainda hoje são difíceis de esquecer. 

O mais novo, chamava  "mãe" ao mais velho, tinham que cuidar uns dos outros obrigatoriamente, logo tocava ao mais velho ser o mais responsável, o "gajo que mandava lá em casa", isto porque o pai era de profissão guarda nocturno e a mãe trabalhava a dias. O mais velho é que fora voluntário á força, para cuidar de todos eles.

Entre cozinhados, refeições, bofetadas, socos, pontapés, lavagem de roupa e louça, ocupavam o restante tempo, nas suas brincadeiras de crianças, como quem diz.

Havia que aumentar tempo aos dias e suprimir por suprimir, suprimiam o tempo escolar, considerado por todos, tempo mal empregue.

Antes do mais novo existir, o mais velho, como ainda não lhe chamavam "mãe", tinha uma certa obsessão por buracos existentes em todas as paredes. Quando um dia foi lavar a roupa, deu de caras com um buraquito que ainda não tinha reparado antes. De imediato deixou a roupa e meteu a mão no buraco. Retirou-a aos berros com uma ratazana agarrada entre o dedo indicador e o polegar. Sacudiu a mão para que o bicho se solta-se, mas o efeito foi contrário, cada vez o bicho ficava mais preso com seus dentitos á sua mão. Decidiu então afogar o bicho no tanque da roupa, continuando a agitar a mão, mas o bicho não se afogou nem tampouco o largou. Sem mais recursos e já "furibundo", decidiu-se por, "olho por olho, dente por dente" e desatou á dentada ao bicho. Problema quase resolvido, o bicho já "mortinho da silva", não por afogamento, mas sim, á dentada. Veio então uns dos irmãos retirar os dentes do animal, altamente cravados na sua mão. Claro que ainda hoje tem a cicatriz.

Quando já existiam os sete, as visitas ao hospital eram muito rotineiras, mais ou menos dia sim, dia sim, aliás todos, desde os auxiliares, as enfermeiras aos médicos, já os conheciam bem demais. Pernas, braços e cabeças partidas, eram o prato do dia. E era sempre o mais velho a levar o acidentado, muitas vezes com os outros todos atrás.

Mas um dia já o mais velho, era já um bocadinho mais velho, quando um dos irmãos, ao voar de um deposito de àgua, para cima de um ramo de árvore, coisa que todos faziam e muitas vezes, mas que naquele dia o voo correu mal e despenhou-se em cima de um monte de pedras, ficando em muito mau estado. Um vizinho que assistiu á cena, prontificou-se a emprestar a sua mota ao mais velho, para que assim chega-se mais rápido ao hospital, até porque a "coisa" parecia grave. Lá foram os dois de mota. Já nas urgências, o irmão acidentado entrou, enquanto o mais velho ficou cá fora á espera. Ora enquanto espera e não espera, olha para a mota e para uma rampa que o hospital ainda hoje tem, rampa essa que sobe de um lado e desce do outro, pois a serventia da rampa além de entrada, serve para recolha e entrega de doentes, de e para as respectivas enfermarias, etc. Então lá foi ele, nesse espaço de espera, rampa acima, rampa abaixo. Mas numa das subidas da dita rampa, a mota desequilibrou-se, ficou espalmada no chão e o mais velho voou, literalmente para dentro de uma janela e aterrou numa das enfermarias. Obviamente foi de imediato transferido para as urgências. Cruzaram-se no corredor, dado que o primeiro acidentado já vinha a sair e o irmão mais velho a entrar, disse com grande espanto: Olha o meu irmão!.

Como o mais velho ficou lá internado, o primeiro acidentado teve que ir embora sozinho para casa.

Quando chegou, foi ter com o vizinho e disse: Olhe! Eu e o meu irmão cruzamo-nos na urgência, ele foi-me levar, mas ficou lá ele.

O vizinho ficou atónito: Que "merda" é essa, e a minha mota? Ao qual o puto respondeu: Acho que também ficou hospitalizada.

Entre estas e outras mais, lá foram crescendo como puderam e chegaram a adultos e a partir daí foram sempre muito viajados. Uniram-se várias vezes em negócios familiares, negócios esses que fizeram com que ficassem a conhecer o nosso pais de norte a sul muitíssimo bem. Perguntem-lhes onde fica o estabelecimento prisional de... e logo obtêm a resposta geográfica correcta e seus respectivos detalhes. Também se pode perguntar como é feita uma extradição, que quase todos são "expert" na matéria.

Nunca mais os vi, nem o mais novo, nem o mais velho, a não ser naqueles poucos dias em que se cavaqueava no café e onde sem "papas na língua" eles relataram um pouco da sua experiência de vida e onde todos nós, os outros que os ouvíamos, ora abríamos a boca de pasmo, ora de riso, sorriso e gargalhadas até, ora de uma certa angustia pelas suas vivências, uma miscelânea de sentimentos, perfeitamente indescritíveis.

Mas uma coisa é certa jamais esquecerei que de sete irmãos, o mais novo chamava "mãe" ao mais velho.

 

 

 

 

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Sábado, 16 de Agosto de 2008

O desafio, trouxe outra história.

Também partilhei com a minha neta de 9 anos este espacinho.  Ao ler a história do tio "Jorge Lucas" a Mariana escreveu a sua. O desafio deu resultado. Mas a partilha foi mais interessante.

 

 

O Pavão e o Ganso

 

Estava uma bela tarde de verão. Rouxinol, o pavão, andava a passear á beira do regato, também lá estava Doremi, o seu amigo ganso. Eles eram os melhores amigos que se podia imaginar, mas, Doremi ao contrário do Rouxinol, era muito pobre e Rouxinol apontava-lhe o dedo e julgava-o por isso. O pobre Doremi, estava muito aflito porque não tinha nem um cêntimo e pediu ao Rouxinol, se lhe podia emprestar uma das suas penas, para vender na feira, porque toda  a gente adorava as penas de pavão. Porém este responde: Estás doido? Claro que não te empresto as minhas penas. Lá por seres meu amigo, não te vou emprestar as minhas lindas penas. Está bem... disse Doremi, muito triste e foi para casa.

Xiquita e Raquel, as patas, que passavam por ali, ficaram com pena do Doremi e disseram: És mesmo mau... disse Raquel indignada. Xiquita também disse: Sim! O Doremi, sempre que encontra comida, independentemente de ser pobre, partilha contigo e é assim que tu lhe agradeces? És uma desilusão. E foram-se embora.

Então o pavão Rouxinol, percebeu que tinha errado e para mostrar aos seus amigos que estava arrependido, arrancou algumas penas e foi vende-las. A seguir foi ter com o seu amigo Doremi e deu-lhe o dinheiro, da sua venda.

O ganso Doremi agradeceu e os outros animais, ficaram com orgulho em serem amigos do pavão Rouxinol.

Esta história ensina-nos que podemos ser ricos, pobres ou até milionários, mas somos sempre iguais, independentemente das diferenças que temos.

 

 

Autora: Mariana (9 anos)

 

 

 

 

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Terça-feira, 12 de Agosto de 2008

Prometido é devido...

 

 Fiz um desafio ao "meu" menino de 8 anos, após ter partilhado com ele este blog. Desafio esse que consistia em ele escrever uma história criada por ele. Ele  "alinhou" e eu cumpro a minha promessa.

 

 

 

O Urso e a Raposa

 

 

Era uma vez um urso e uma raposa, eles andavam sempre á procura de comida, mas nunca conseguiam encontrar nada.

Mas um dia, a raposa decidiu ir sozinha á floresta, a raposa tinha visto lá no fundo da floresta, uma cores.

Quando foi lá, encontrou muitas, muitas árvores cheias de peças de frutas muito coloridas.

E então finalmente tinha encontrado a tal comida que sempre procurou, mas havia um pequeno problema.

A raposa não conseguia chegar á fruta.

Por isso foi chamar o seu melhor amigo, o urso, porque ele era muito alto e podia ir buscar-lhe a fruta e também para partilhar a fruta com ele, porque ele também andava á procura de comida. Depois do urso ter apanhado a fruta, ficaram ali os dois muito contentes a comer a fruta que estava muito doce.

 

 

 Autor : Jorge Lucas (8 anos)

 

 

 

E porque a raposa tem ser que sempre muito manhosa, não tem, pois não?

E porque não partilhar com eles algo, que vai fazer sem duvida, parte integrante das suas vidas mas, penso eu, que de uma forma positiva e sã? Podemos,não podemos?

 

 

 

 

 

                                                                                                                                                                                                                                                                                

publicado por Sempre seriamente na boa às 23:15
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Sábado, 9 de Agosto de 2008

Noite de velas...noite mágica.

De quando em vez e não de vez em quando, faz-se uma noite de velas cá em casa. Isto porque é necessário que, seja fim de semana ou ferias, que o clima paire no ar, que a disposição esteja a favor dos bons ventos, da vontade de todos e claro também é preciso velas. Sem duvida não pode faltar o respectivo suave incenso e a musica de perfeito relaxe. Quando tudo isto se reúne, estão todos os elementos em perfeita harmonia e então se concretiza a tão agradável noite. Por norma somos habitualmente três, mas acontece também sermos apenas dois, mas estou convencida que daqui a mais dois anos sejamos quatro. 

Sentados no chão sobre almofadas, é dado o início á discussão.

Não falamos de filosofia, não falamos de psicologia, não falamos de politica, mas aplicamos tudo isso nas nossas conversas.

As palavras fluem, as perguntas surgem, as opiniões oferecem-se.

Estão á volta  da mesa, sentados em almofadas, três idades, quarenta e oito, nove e oito anos, respectivamente.

Mas essas noites ficam tão diferentes das outras noites, são mágicas.

Porque esses "meus", menino e menina, procuram ter uma conversa adulta, na sua infantilidade tão pura, procurando o seu melhor português e dando azos a sua espectacular imaginação.

Tenho a certeza que estas noites, chamada por eles, de "noite de velas" ficaram gravadas, por muitas décadas, nas suas memórias e eu... eu fico tão feliz por isso.

Mesmo adultos, a magia nos acompanha, magia essa, relembrada pelas crianças de hoje, ás crianças de tempos idos.

Façamos a magia de não nos importarmos com a idade, numa noite de velas.

 

 

 

 

 

 

 

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Quarta-feira, 6 de Agosto de 2008

A casa da avózinha, mas que não era a da Maria...essa era uma casa normal.

A casa pareceu-nos na altura magnifica, plenamente adequada aos principios que prentendiamos. Lareira na sala, pequeno quintal nas traseiras, espaços grandes, bem situada, com saidas rapidas de carro ou a pé. Excepto a cozinha. "Cruzes canhoto", que era aquilo? Uma dispensa com duas portas de acesso á casa e ao quintal, uma chaminé a ocupar metade do espaço,  um armário  espetado na parede "no primeiro andar", uma pia redonda plantada numa tabua, que nao condiz com nada, e três portas por baixo dela, uma delas sem serventia. Á que ignorar este contratempo: Pensemos nisso depois tá? além do mais, tinha dado muito trabalho para a encontrar. Dois dias de carro as voltas pelas redondezas, uma carrada de telefonemas e oito dias pela resposta.

Antes das mudanças, viemos visitar a casa com mais pormenor e sem mirar muito aquela coisa a quem o senhorio tinha apelidado de cozinha, fomos ao quintal, que mais parecia uma selva, também nomeada pelo senhor, quintal de basta vegetação e decidimos baptizar a casa com o nome de "A casa da avózinha".

Sem comentários. Acho que naquele dia, vimos tudo com olhos rosados, que até o quintal já parecia mais um jardim.

Instalação de móveis e afins feita e vamos lá a ver como damos a volta a isto tudo!

Começamos por dar voltas no quintal de sachola na mão e fizemos uma investimento na nossa cultura pessoal e dedicamo-nos á agricultura. Como bons agricultores, revolvemos a terra, colocamos respectivo adubo a cheirar a "bosta de boi" bem intensa, e como não se podia com o cheiro nem dentro nem fora de casa, desertamos o fim de semana, para Trás-os-Montes onde temos uns amigos, deixando o belo perfume para a vizinhaça. Creio que nesse fim de semana ninguém abriu as "comportas" de casa, mas também ninguém abriu a boca. Nós também fizemos o mesmo. Que a vizinhança nos desculpe.

Horta ou relvado? Relvado, claro! Porque de agricultura a teoria era muita, mas a relva é corta e rega. Então tá! Eu corto, tu regas!.

Até hoje esta regra se mantem, porque ainda hoje, a cada trimestre, aquele quintal muda de aspecto. Ou porque a cadela se soltou e também decidiu dedicar-se a mesma actividade, revolvendo toda a terra, com um já bem fofo relvado, ou porque um dos elementos familiares se lembrou de fazer, além dos tradicionais grelhados, uma estância balnear, com um daqueles "tanques" insuflaveis, que os gatos tem muita tendência a furar e que um gajo tem muita tendência a remendar, ou porque ao retirar o "tanque", final de época, parecia que lá tinha pousado um disco voador, mas dos grandes.

Não se pode manter as coisas sempre iguais por muito tempo, entedia, chateia. Movimento, rotação.

E este espirito foi levado do quintal para dentro de casa.

Ora dentro de casa!!! Comecemos pela lareira, com tão boa extração, com tão bela chama, consome lenha "pró mundial" e aquecer, aquecer, aquece a casa da vizinha de cima, o problema é que nós moramos em baixo. Optamos por aquecer a casa de outra forma, mais eficaz e economica. Por falar em baixo, os tectos ficam bem alto, de tal forma que para mudar uma lâmpada, é preciso: uma mesa, sobre esta, uma cadeira e sobre a cadeira, um banquinho, e claro, tentar lembrar em vão, todas e mais algumas orações, que nos ensinaram quando eramos pequeninos, para simplesmente trocar uma lâmpada. Claro, se o elemento que segura a cadeira e o banquinho ao mesmo tempo, se lembra de ter comichão no nariz, o "terno" dá direito a cama, comida e roupa lavada, por uns tempos, no Hospital Santos Silva, com uma, ou mais pernas ao peito. Optamos por cada lâmpada que se funde, fundiu, prontos! 

Há também uma dispensa muito funcional, com "mosqueiro" e tudo, embora superlotada, onde parte é tralha, que é o aproveitamneto do vão de escada da vizinha de cima, o que quer dizer que se tem uma parte alta, tem uma muito baixa, e é nessa parte baixa que se guarda as coisitas menos necessárias.Já lá teve de tudo, até uma arca frigorifica das gordas, coisa que dava muito jeito para chegar a essas tais coisitas e principalmente ás prateleiras. Aquilo é que era fazer musculação. Optamos por coloca-la na dita cozinha, reduzindo o espaço a entra um e sai o outro, não ainda fora de hipotese a ideia de um semaforo.

O duche... ai o duche. Como todos sai do chuveiro a àgua, mas este é mais especial, tem duche por cima e por baixo. Minha mãe que tem 89 anos de vida disse: nunca vi semelhante coisa!. É muito engraçado tomar banho ali.

Tem muita luminosidade esta casa no seu interior, suas portas e janelas gigantescas, têm tanto vidro como madeira. E claro, portas com vidros, putos e bolas, não combinam. Partiu-se um vidro. Foi-se ao vidraceiro expor o problema, mas o homem dizendo que não poderia deslocar-se ao sítio do acidente, mas que colocaria o vidro na respectiva porta,  "mandou" o meu companheiro levar a porta debaixo do braço até as suas instalações. Perante tal sugestão optou-se por colocar dois cartões e fita cola. Ficou lindo, perfeitamente enquadrado.

Mais vidros se partiram, além dos já rachados e então, finalmente, passado um ano ou mais, alguém se dignou a vir cá a casa colocar os vidros em falta, não sem dizer: estas portas já não existem!. Embora as de cá de casa provem o contrário. 

Com tudo isto aprendemos uma grande lição. Jamais baptizaremos outra casa, porque mais tarde ela vai querer fazer juz ao nome.

 

 

 

 

 

 

 

 

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Terça-feira, 5 de Agosto de 2008

Ai se a minha avó me visse agora...

Há uns bons pares de anos, ("bota anos nisso"), ofereceram-me sem embrulho e sem fita, uns livros, uns lapitos de cores, uma caneta, um lápis, um afia lápis, uma borracha, respectivo estojo para os devidamente guardar, dois cadernos e uma sebenta : sebenta que raio de nome . Adorei as ilustrações dos livros, mas os cadernos... esses, ou não tinham nada, ou apenas duas linhas quase juntas. Colocaram-me então no "lombo" , é que ouvi muitas vezes a expressão : um burro carregado de livros é doutor, uma pasta que continha tudo que me haviam ofertado, abotoaram-me em cima da roupa uma bata, toda passadinha a ferro, branca e me agarraram a mão e me depositaram lá naquele sítio, que já me tinha sido apresentado antes, cheiinho de secretarias pequenas e em cima de um palco, um quadro preto enorme e á frente uma secretaria bem maior que as outras, mas vim mais tarde a constatar que eram carteiras, as mais pequenas naturalmente, e pensava eu que carteira era coisa para andar ao ombro. Depressa fiz a destrinça entre secretaria e carteira, é que a secretaria não tinha partes de metal e as carteiras sim. Além disso foram muito utilizadas pelas minhas mãos, quando ardiam. Quando já estava no limiar da porta, foi-me dada esta instrução: Vai lá aprender a ler e a escrever.

E começou aí a minha odisseia, da escrita e leitura, onde me ensinaram a manusear os respectivos instrumentos oferecidos, acima citados.

Passado uns tempos lá andava ela (eu) a fazer o uso devido aos instrumentos, a enviar pessoalmente e entregue em mão (sistema muito personalizado), uma cartita para o pai, outra para a mãe, outra para a avó, outra para a vizinha, etc. Mas por vezes, aquando a entrega, trazia de volta uma recomendação: Vê lá se poupas o papel e escreve de um lado e de outro da folha, tá bem?. Até hoje nunca consegui entender a recomendação, embora eu mesma já  a tenha dito a outro alguém, até talvez com a mesma forma como a mim me foi dito, (os adultos são mesmo esquisitos!)  Porque o meu pai tinha que ler o que eu escrevia no verso da folha, verso esse que se dirigia, por exemplo á vizinha e vice-versa? Pior ainda, a quem entregar primeiro? E onde fica uma parte e outra, quando as folhas são iguais dos dois lados? Afinal carta, naquele tempo era algo bem pessoal. Bom deixei essa recomendação, fazendo "ouvidos de mercador" .e continuei a agir com a minha forma inicial. Mas era assim que funcionava naquele meu tempo.

Hoje, literalmente, neste meu tempo, ai se a minha avó me visse agora. A caneta é rectangular e tem as letras e os números todos e utiliza-se duas mãos normalmente, quando antigamente uma mão bastava, a borracha é uma tecla com uma seta, afia lápis é... formata o disco, as cores aparecem num clique, quais lápis de cor, a sebenta, que é isso? Se está mal, tecla delete (se fosse hoje, aquele tempo, não precisa da dita recomendação da poupança de folhas, nem ter gasto neurónios cuja falta sinto hoje, com o dilema da frente e do verso da dita cuja). Mas pior que isso é a carta, a carta tão personalizadamente entregue em mão, que agora é entregue através de um ou mais fios, directamente "as trombas" de quem a recebe (com enganos incluídos). 

Naquele tempo ainda era um pouco estranho através de uma espécie de ouvido e boca, agarrado a um fio e chamado telefone, falar com alguém a léguas de distancia, mas enviar uma carta com desenhos colados e até com foto e tudo na mesma folha?... Minha avó que dirias tu agora? Talvez... vai-te matar, minha neta! E já agora fica com esta recomendação para poderes dar a tua...

 

 

 

 

 

 

 

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